terça-feira, 10 de abril de 2012

Explicações pela falta de postagem / Fan Fiction - One Direction

Heeey!! E aí, Como vocês estão? xP

Então eu sei que tenho de postar mais caps já que aqui tá meio parado, eu já tinha mais ou menos dez caps prontos pra postar MAS como a pessoa aqui é chata e meio perfeccionista acabou achando tudo uma merda e deletando :) Sim, eu sei, idiota ao cumulo mas agora que eu to pegando mais o pc pra escrever pode esperar que daqui a pouco tem mais Arrepio pra vcs O/ UHSAUHSAHUSUHSAUHUSAHASUHASHUHSU'

E o outro motivo para eu fazer este post : Fic que eu minha best - autora de Reddish - estamos escrevendo sobre nossos bebes lindos e maravilhosos xDD
Não gosta de One Direction? Leia mesmo assim, não precisa ser fã pra se divertir lendo as merdas que e minha best pensamos xDD Aqui o Link: http://redheadgirlwithdirtylittlesecret.tumblr.com/fanfics
Estamos postando tanto no tumblr quanto no site Nyah e em breve no FFOBS O/

Não esqueçam de passar lá, só dar uma lidinha e escrever um comentariozinho/mandar uma ask não mata ninguém, né? =DD AUHSSHUUHSAUHSHUUHSUHSUHAUHASHUSAHUSAUHSAUH'



bjks,
Laari Ferrari


Ps: a fic é meio totalmente tensa, todo mundo sabe o que lê, então eu não vou ficar botando +18 aqui, mas se você não se sente confortável lendo este tipo de coisa, por favor não venha reclamar falando que eu não avisei... xDD

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Capítulo 1

Primeiro dia de aula na nova escola, preparados para a ladainha de sempre? “Pra que preciso estudar? Odeio escola, por que ainda existe esse tipo de tortura? E blá, blá, blá”. Bem, a realidade é um pouco diferente, não se enganem, pois não sou uma viciada em estudar, mas é que, ao menos na escola, ninguém sabe quem realmente sou, por pelo menos seis horas posso fugir da minha vida, fingir ser uma garota diferente, uma que não tem problemas, ao menos lá, posso ser quem realmente quero. Eles podem sim, e a maioria, com certeza, irá me julgar, como fazem com todos, mas ser julgada por estranhos, pelo menos, é bem menos doloroso do que a mesma coisa ser feita pela sua própria família.

 - Érica, desça logo antes que se atrase! - Amanda grita da cozinha.

 - Me deixa!

 - Se não descer agora vai se atrasar e se se atrasar não vai dar tempo de tomar café da manhã! – caramba, ela me conhecia mesmo, usou a única tática que eu não poderia recusar, comida.

 - Já estou indo! - corro para meu guarda-roupas e pego o horrível e transparente uniforme da nova escola, combinando com uma calça de imitação de couro, sempre é bom causar uma impressão no primeiro dia. Mesmo que seja ruim, como assim será numa escola conservadora como aquela.

 - Tá esfriando!

Passei alguma maquiagem e penteie a franja, o resto estava bom, volumoso, do jeito que gosto. Desço as escadas e encontro na minha frente, para minha total felicidade, uma maçã e um bolinho de morango. Delícia. 

 - Sabia que você ia gostar.

 - Por que está sendo tão legal?

 - Você é minha irmã, preciso mesmo de um motivo? - levanto as sobrancelhas pra ela – Tá, Gabriel vai vir jantar aqui hoje e se você pudesse não brigar com ele pelo menos dessa vez...

 - Me hibernar no quarto serve?

 - Eu queria um jantar de família, mas sim, serve.

Pego meus lanchinhos e me dirijo para a porta de casa, para ir a escola. De apé. Essa vida sem meus pais está acabando com meu sedentarismo. Droga.

Paro em frente a coisa cor de barro, o lugar em que eu deveria estudar, os adolescentes que entram lá não são nem de perto o que achei que fossem e, totalmente retiro o que disse, nada de conservadora para isto aqui.

Vou a secretaria e preencho os papéis, fiquei no segundo D, a secretária me fala que como a maioria dos horários ainda não está pronta, terei de esperar assim como todo mundo para pegá-los. Ela me explica onde é e sigo pela mesma direção. Era no segundo andar, a penúltima sala à esquerda. Será que todo mundo é a favor das caminhadas nesta cidade?

Sigo para dentro da sala e mesmo com o sinal já tendo tocado, ainda faltava mais da metade dos alunos. 

Não perco tempo e me sento na penúltima da fileira da parede, já que a última já estava sendo ocupada. 

Atrás de mim, uma garota com longos cabelos ruivos de farmácia estava sentada. Seus olhos enormes, iguais aos meus. Percebeu que eu a estava encarando.

 - Érica.

 - Thabata.

 - Sou nova aqui.

 - Eu sei. A maioria das crianças daqui, me inclua nisso, passou a vida inteira estudando juntos. Cidade pequena, nada a fazer.

 - Cidade pequena tem alguma diversão?

 - Adivinha?

Bufei.

 - Pelo menos tem algum lugar com comida boa?

 - Isso é o que não falta. Tem tanta variedade, é só saber por onde andar.

Olhei-a com os olhos brilhando.

 - Eu te levo pra um tour um dia desses, agora dá pra parar de fazer essa cara?

 - Por que eu fico fofinha demais com ela?

 - Justamente ao contrário, você fica com a cara parecida com a daquela menina – apontou para a garota que acabava de entrar pela porta. Estava frio e a tocha humana só estava com um micro shorts e plataforma.

 - Idiota – fiz cara de ofendida e ela começou a rir mais ainda. Não consegui aguentar e me juntei a ela, comecei a rir também, mas parei assim que meu olhar foi para a porta novamente. Ao invés da tocha humana, estava parado um garoto totalmente ao contrário. Sua pele brilhava pálida, como neve, olhos mais grandes que os meus e os de Thabata viajavam pela sala, parando em mim no final, eram azuis, inteiro azuis, sem espaço para a pupila nem nada. Desci meus olhos até seus lábios, também azuis, congelados, com pedrinhas de gelo o cobrindo. E seus cabelos... Até sua cintura uma cortina preta caia em ondas bem cuidadas e lisas. Era lindo, estranhamente e perturbadoramente lindo.

 - Está encarando meu inimigo?! Como tem a coragem? - Thabata fingi raiva ao passar o olhar entre nós dois.

 - Inimigo? Como isso?

 - Coisas de família, mas ele é bom amigo.

 - Aminigo?

 - Por aí. Digamos que minha família é um tanto histórica e maluca e que não gosta muito de Kash, então lá fora eu finjo que o odeio e tal, mas aqui ele é um dos meus melhores e únicos amigos.

 - Ainda pensava que meus pais eram complicados...

 - Falando disso, de onde você era?

 - São Paulo.

 - E por quê veio pra cá?

 - Isso já é meio complicado também, mas digamos apenas que eu era, ainda continuo, meio problemática e minha irmã teve a incrível ideia de que seria maravilhoso para mim tomar um pouco de ar puro em alguma cidade do interior. Mas olha que coincidência estranha? Aqui é justamente onde o namorado mauricinho dela mora.

 - Nossa...

 - Pra que esse “Nossa”? - diz o garoto gelo na carteira a minha frente, nem havia visto ele chegar. Olhando mais atentamente percebo que o encanto de minha loucura já passara, era um garoto normal novamente, cabelo curto, mas bagunçado, olhos azuis normais, apesar de ter uma tonalidade ainda mais clara que os meus e boca rosada como a de qualquer um.

 - Érica este é Kash. Kash, Érica.

 - Hey – me cumprimenta, me dando um meio sorriso.

 - Hey – falo de volta.

 - O “Nossa” foi para a irmã maligna da Érica aqui.

 - Por que?

 - Ela não é tão ruim assim.

 - Mesmo?

 - Claro, ela só a fez mudar de cidade para ficar perto do namoradinho.

 - É, mas olha o que ela me deu hoje antes de eu vir pra cá – abro minha mochila e tiro de lá a comida dos Deuses.

 - Bolinho! - grita Kash.

 - De morango! - continua Thabata.

 - Agora ela passou para uma atitude melhor em seus pensamentos?

 - Pior ainda, ela é maléfica, aposto que usou isso para conseguir alguma coisa... Gostei dela.

Dei risada.

 - Por que será que eu só consigo amigos que me tragam má influência? - perguntei fingindo inocência.

 - Assim você me ofende.

 - Mentirosa!

 - Silêncio! – exclama o professor parado em frente a lousa, nos encarando estranhamente. Nem havia visto ele chegar.

 - Foi mal – disse.

 - Desculpe – Thabata dessa vez.

Ótimo, primeiro dia e um professor, tecnicamente, já me mandou calar a boca. Grande começo, Érica.

Prólogo

N ão sei mais o que sinto. Estou me tornando uma pessoa fria, sem coração. Todo mundo me fala isso. Mas os culpados são exatamente eles, pensam que sou somente um pedaço de carne que não pensa ou sente. Eu sinto, de verdade, só não demonstro. Não quero que descubram meus pontos fracos, não quero que descubram como apenas uma palavra, mesmo dita da forma mais inocente possível, pode me magoar. Guardo isso. Tudo isso. Então de tantas vezes ouvir a mesma coisa, seja de meus pais ou amigos, estou começando a acreditar.

Então agora, além de ser problemática, também sou louca e o por que é bem simples, às vezes vejo coisas que não deveriam estar lá, na minha visão algumas pessoas simplesmente possuem características a mais, como pernas de bode, pele verde, é bem simples se parar para pensar.

Mas sem problemas, Amanda sempre tem uma resposta para tudo, portanto agora vou ter que mudar para o interior de São Paulo com ela e aprender a ser uma boa e caipira garota, para não ter o potencial de virar uma psicopata, meu sonho de vida. Entretanto, minha irmã tem seus momentos legais, quando não está sendo fútil ou preocupada em salvar o mundo. Sim, ela pode ser tão fútil quanto pode ser ecológica, nós da família Araújo temos a grande tendência de sermos bipolares, sorte que faço questão de jurar que fui adotada.


O engraçado é que não nos parecemos nem um pouco, apesar de termos somente quatro anos de diferença, minha irmã é a gracinha que sempre faz o que todos pedem, a bondosa que sempre leva maior parte da atenção, rosto delicado e lindo. Eu? A garota respondona, que sempre chega na hora errada e nunca sabe a hora de parar, rosto marcante, com enormes olhos cor de gelo, totalmente o contrário dos chocolates da perfeitinha.

Como sempre digo e penso, minha irmã sempre foi, é e será a estrela de nossa família, já eu, bem, eu sou apenas a vadia.